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Guilherme Moura

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No dia 25 de novembro, a história de Maurizio Gucci e Patrizia Reggiani Martinelli, herdeiro da marca de roupas italiana Gucci, será contada nos cinemas no filme “Casa Gucci”, sob o olhar do diretor Ridley Scott e um elenco estelar, que conta com Lady Gaga, Adam Driver, Al Pacino e Jared Leto.  O roteiro é inspirado no livro Casa Gucci de Sara Gay Forben, que acaba de ser relançado no Brasil pela editora Seoman, com nova capa, projeto gráfico e novo posfácio.

Na manhã de 27 de março de 1995, Maurizio levou quatro tiros de um desconhecido. Dois anos depois, Filippo Ninni, o chefe de polícia entrou no suntuoso Palazzo da ex-mulher do herdeiro, Patrizia Reggiani Martinelli e a prendeu pelo assassinato. Carregado de detalhes e com estrutura que lembra um bom roteiro de filme de suspense, o livro desvenda os motivos do crime e revela um drama familiar, de perder o fôlego.

Para escrever o livro “Casa Gucci”, a historiadora de moda, Sara Gay Forben realizou inúmeras pesquisas aprofundadas sobre a trajetória da empresa e da família Gucci, reconstituiu os arquivos da Gucci, além de entrevistar mais de cem pessoas, incluindo familiares, funcionários atuais e ex-funcionários, entre indivíduos intimamente ligados ao universo Gucci e seu drama.

“Muitas pessoas dividiram comigo suas experiências nas empresas e na família Gucci. Isso tem grande valor para mim, porque essa ligação com os Gucci inevitavelmente provoca emoções profundas e impressões duradouras.  Até hoje, a grife Gucci e a família que a fundou continuam a inspirar, surpreender”, diz Sara.

A autora  também relata que, embora as autoridades penitenciárias tenham negado seus pedido para entrevistar Patrizia Reggiani Martinelli na prisão San Vittori, em Milão, a Viúva Negra, como era chamada imprensa, se correspondeu com a Sara de sua cela, enquanto sua mãe incansavelmente respondeu às suas perguntas.

Já no Posfácio, Sara conta sobre os acontecimentos pós 2008, quando o livro foi publicado pela primeira vez, atualizando o dia a dia da família Gucci, assim como a trajetória do império Gucci. Ela revela, por exemplo, que, após sua libertação, Patrizia mudou-se com a mãe para a Via San Barnaba, no centro de Milão – a alguns passos do tribunal onde havia sido julgada e sentenciada por ter encomendado o assassinato de Maurizio.

Não é de hoje que o cinema aborda a degradação do ser humano a partir de suas ações, como o consumo desenfreado proporcionado pelo capitalismo, a exploração de recursos naturais, ou mesmo o abuso humano. No caso do curta-metragem “Arrobapontocom”, dirigido por Rogério Engelhardt, o pano de fundo para o tema são as redes sociais.

Em um futuro não tão distante, todas as relações humanas são feitas e medidas a partir do score do perfil da rede Arrobapontocom: com uma pontuação maior, o usuário tem mais privilégios, já uma pontuação menor limita acessos e interações.

Para aumentar os pontos – e a reputação – é necessário expor sua vida ao limite em lives, fotografar sua rotina, abusar dos stories e todos os outros atributos das redes sociais que conhecemos só que em uma única plataforma.

Neste cenário, acompanhamos a protagonista Karime ( Ândria dos Reis), que, após se envolver problemas, deixa de ser uma das pessoas com score mais alto para alguém da sua idade e fica com pontos baixíssimos. E é ao se deparar com essa situação que ela faz o necessário para ter sua vida de volta.

Em 2016, o longa-metragem “Nerve – Um Jogo Sem Regras”, estrelado por, Emma Roberts e Dave Franco, trouxe uma proposta parecida ao retratar os impactos de uma população hiperconectada que sente necessidade de desafiar e observar pessoas vivendo no limite em busca de dinheiro e status. “Nerve” poderia entregar uma joia ao público, mas infelizmente não consegue lapidá-la e derrapa ao proporcionar uma aventura adolescente. E apesar do “Arrobapontocom” ter semelhanças e beber de uma mesma fonte criativa, ele vai além!

O curta tem como inspiração as obras “Sociedade do Espetáculo”, de Guy Debord, e “Vigiar e Punir”, do também francês Michel Foucault – com direto a easter eggs -, mesclando de forma genuína o flerte que o diretor tem com a filosofia e a sétima arte.

E é nesse ponto que o filme tem o seu maior acerto: promover reflexões sobre uma sociedade pós-moderna, fluída e oriunda de um tempo não tão distante do nosso, nos colocando em xeque sobre qual é a nossa participação dentro da trama – lembrando sempre que assistir também é participar. Mesmo que algumas falas sejam expositivas, a narrativa nos proporciona uma história que precisa de tempo para ser digerida.

A fotografia e a trilha sonora também cumprem bem o seu papel, transmitindo a solidão e a tristeza em momentos precisos para a composição da personagem principal, por meio de cores escuras. Da mesma forma ocorre com as cenas em que a rede social é citada, com composições de cores mais quentes, transmitindo sensações de felicidade e pertencimento.

É importante ressaltar também o trabalho ímpar de Ândria dos Reis para dar vida à Karime, uma personagem complexa e que carrega diversas nuances e facetas em pouco tempo de tela, das inconsequências de uma jovem adulta, tristeza de quem está à margem da sociedade até a ferocidade de alguém está disposta a colocar suas necessidades – e por que não sua sobrevivência? – acima de qualquer coisa.

O curta-metragem “Arrobapontocom” nasceu da viabilização orçamentária cedida pelo edital da Lei Aldir Blanc, da Secretaria de Cultura da cidade de Itapecerica da Serra. Esse tipo de ação internaliza nosso olhar para as produções culturais desenvolvidas e que muitas vezes são deixadas de lado por falta de espaço, mas que geram crescimento da economia local, além de abrir portas a novos diretores, atrizes, atores, cinegrafistas, figurinistas, produtores e todos os profissionais que permeiam a cadeia cinematográfica e buscam espaço para alavancarem seus nomes e suas vozes na indústria e no gosto popular.

No dia 23 de setembro, o novo filme de terror da Searchlight, “A Casa Sombria”, estreia nos cinemas brasileiros. Dirigido por David Bruckner (O Ritual), o longa conta a história de Beth (Rebecca Hall), uma viúva que lida com a morte inesperada do marido e vive sozinha em uma casa construída por ele à beira de um lago. Quando passa a ter visões perturbadoras de uma presença na casa, a protagonista começa a vasculhar os pertences de seu marido, buscando por respostas. O que ela descobre são segredos terríveis e um mistério que está determinada a resolver.

Além de Rebecca Hall, Além de Hall, o elenco também conta com Sarah Goldberg, Evan Jonigkeit, Stacy Martin e Vondie Curtis-Hall

Confira o trailer de A Casa Sombria

John Green, conhecido pelos sucessos “A Culpa é das Estrelas”, “Quem é Você, Alasca?” e “Tartarugas Até Lá Embaixo”, lança seu primeiro livro de não ficção, “Antropoceno: Notas Sobre a Vida na Terra”.

Baseada no podcast do escritor The Anthropocene Reviewed, a obra é uma celebração genuína da capacidade humana de se apaixonar pelo mundo, trazendo ensaios bem-humorados sobre diversos temas, como por exemplo Banco Imobiliário, ursinhos de pelúcia, as pinturas de Lascaux, o cometa Halley, entre outros.

O termo “Antropoceno” foi proposto para designar o período geológico atual, em que os seres humanos alteraram profundamente o planeta e sua biodiversidade. Ao longo de mais de quarenta ensaios, alguns inéditos, o autor mergulha em diversos aspectos contraditórios da humanidade, analisando fraquezas e capacidades, com a certeza de que, para o bem ou para o mal, no Antropoceno não há observadores desinteressados, apenas participantes.

Escrito em parte durante a pandemia global de Covid-19, Antropoceno: Notas sobre a vida na Terra faz um retrato ora divertido, ora tocante, dos tempos atuais. Com uma visão honesta e otimista, John Green nos relembra que não podemos prever os horrores do futuro, tampouco as maravilhas que nos aguardam, e que um dos pré-requisitos para sobreviver é ter esperança.

Os dois cães mais famosos – e medrosos – das animações, Scooby-Doo e Coragem, se juntaram, pela primeira vez, no filme “Scooby-Doo! Encontra Coragem”. O longa metragem é lançado hoje, 16 de setembro, e pode ser assistido nas plataformas digitais Apple TV+, Google Play e Microsoft.

Produzido pela Warner Bros. Animation, Scooby-Doo! Encontra Coragem leva os detetives adolescentes da Mistérios S.A Velma, Fred, Daphne, Salsicha e Scooby para a cidade de Lugar Nenhum, no Kansas, onde eles conhecerão Coragem, o Cão Covarde, e seus donos Muriel e Eustácio, e investigarão o que torna o local um dos lugares mais estranhos da Terra.

A voz do Scooby-Doo, que era feita de forma icônica por Orlando Drummond, será dublada pelo ator Guilherme Briggs, conhecido por dar voz à personagens como Buzz Lightyear, de Toy Story, Cosmo, dos Padrinhos Mágicos, ELE, das Meninas Super Poderosas, entre outros personagens.

Confira o trailer de Scooby-Doo! Encontra Coragem

 

Dua Lipa acaba de ser confirmada como atração no Palco Mundo do Rock in Rio 2022. Esta é a primeira vez que cantora e compositora britânica se apresentará no Rock in Rio, encerrando as apresentações marcadas para o último dia do evento, em 11 de setembro.

O último álbum de Dua Lipa “Future Nostalgia”, lançado no ano passado, lhe rendeu o Grammy na categoria “Melhor Álbum Pop”, além de contar com o hit mundial “Don’t Start Now”, que passou de mais de 1 bilhão de streams no Spotify e alcançou a segunda posição no Billboard Hot 100.

Marcado para os dias nos dias 2, 3, 4, 8, 9, 10 e 11 de setembro de 2022, no Rio de Janeiro, o Rock in Rio já tem data para iniciar as vendas do Rock in Rio Card. No do dia 21 de setembro, a partir das 19h, os fãs poderão adquirir seus ingressos no site da rockinrio.ingresso.com .

Truuuuuuuuum – Exclama de forma imponente o sinal às 10h20, indicando que é hora de pausar as atividades, descansar e lanchar alguma coisa gostosa. O barulho volta também às 10h40; é hora de voltar à sala de aula e retomar as anotações de matemática, ciências, geografia e língua inglesa. É quinta-feira e, quem sabe, em alguma sala, não esteja rolando aula de artes!? O estrondo ainda repete algumas vezes até o relógio apontar 12h20, horário da turma mais velha ir embora.

No início da tarde, por volta das 13h, o som estridente ainda mostra a sua força. Mas nesse horário, ele compete contra crianças mais jovens, e a disputa por quem faz mais estardalhaço é acirrada. O sinal vence por pouco…
Há um quarteirão de distância, escuto religiosamente, durante a semana, o sino dessa escola tocar a cada 50 minutos. Ele dá o ar de sua graça pelo menos 10 vezes enquanto estou na redação do jornal, mas sei que se continuasse ali até à noite, ouviria muito mais!

Em um movimento sorrateiro, bisbilhotando pelo canto do olho – hábito que adquiri desde que entrei na empresa – confiro a reação dos meus colegas. Após aproximadamente cinco meses ali, não era difícil perceber que NINGUÉM, exceto eu, suportava o sinal de alerta da escola: fone de ouvido transformou-se em uniforme; revirar os olhos é tão natural quanto andar ou respirar; e em momentos mais tensos, ainda consigo ver um ou outro entrelaçar os dedos nos fios de cabelo e dar pequenos puxões.

Penso no porquê de aquilo incomodá-los tanto. Certo, até entendo que esse som não é dos melhores. E somar o ruído estúpido dessa campainha super desenvolvida às corriqueiras gritarias e correrias que – pasmem – ouvíamos também, era difícil se manter indiferente ao barulho.

Mas eu não me importo. Definitivamente, eu não dou a mínima. Afinal, há pouco tempo era eu quem estava com a mochila nas costas esperando o mesmo sinal para descer os longos lances de escada correndo e aproveitar cada segundo do intervalo. Era eu quem conversava e gargalhava alto. Por vezes, era eu quem estava batendo os pés nos corredores, jogando handball na quadra e até atirando um pedaço de borracha em algum colega, só para provocar.

A mim, a junção dos sons, do pequenino murmúrio a balbúrdia que por vezes parecia estar ao meu lado, traz de volta memórias que o tempo insiste em tentar apagar, mas que volta e meia ficam frescas na cabeça. Vez ou outra, retornam lembranças tão vivas e especiais, que parece que aconteceram na semana passada, ou retrasada… a professora nos ameaçando com um “vocês terão notícias minhas na coordenação”; as mochilas viradas do avesso; as conversas, dúvidas e brigas mais idiotas do planeta, mas que naquele momento faziam todo sentido; as músicas que eternizaram momentos; os trabalhos em cartolina e papel almaço – que nunca mais vi depois de sair da escola -; a sensação de escrever a primeira vez a caneta; e até os bordões que só meu grupinho entendia e, amiúde, ainda nos faz dar risada no grupo do whatsapp. Esse som sempre vira uma chavinha, e uma luzinha sempre volta a ascender atrás da massa cinzenta.

Enquanto algumas pessoas ao meu redor reclamam do barulho, eu simplesmente o escuto. Nessa fração de segundos em que o sinal toca e tudo se intensifica, faço o inverso e fico alheio ao que está próximo a mim.

Rememoro histórias incríveis e visto roupas que já não me cabem mais, mas me cobriram e fizeram feliz por muito tempo. Sei que a qualquer momento, alguma ideia vai brotar. E quando esse caos interior começa a se acalmar, torço para que as lembranças que vieram à tona possam servir de inspiração para escrever histórias de outras pessoas.

A dupla sertaneja Zé Neto & Cristiano, conhecida pelos sucessos conhecidos pelos sucessos como “Seu Polícia” e , acaba de lançar o EP “CHAAAMA”, que conta com cinco faixas inéditas, além do som “Você Beberia ou Não Beberia“, lançado em julho de 2021.

As músicas escolhidas para o novo trabalho são “Vamo Tomar Uma”, “Beijou Meia Cidade!, Minha Vontade de Te Amar”, “Ela e Ela” e “Chaaama”, que carrega o nome do EP. Todas já estão disponíveis em plataformas digitais.

O último EP da dupla, intitulado “Voz & Violão“, foi lançado em novembro de 2020.  No mesmo ano,  Zé Neto e Cristiano foram indicados ao Grammy Latino 2020 com o álbum “Por Mais Beijos ao Vivo“.

O novo EP “CHAAAMA” tem produção musical de Wanderley Adorno, direção de Joyce Lynch e Anselmo Troncoso, também responsável pela edição e finalização ao lado de Tonny Peppers, e lançamento pela Som Livre.

Dupla Zé Neto & Cristiano lança EP CHAAAMA, com 5 faixas inéditas
Foto: Allysson Moreno

A Star+, novo serviço de streaming da The Walt Disney Company Latin America, lançará a série “O Rei da TV”, que narra a trajetória do Silvio Santos, um dos maiores comunicadores do Brasil.

A série passará pela infância do comunicador, quando era um ambicioso vendedor nas ruas do Rio de Janeiro, mostrando as várias fases de sua carreira até se tornar um dos principais empresários da televisão brasileira.

Filmado na cidade de São Paulo “O Rei da TV” será protagonizado por José Rubens Chachá, Mariano Mattos, Leona Cavalli e Larissa Nunes.

No total, serão apresentados 66 novos conteúdos originais, incluindo o “O Rei da TV”. O seriado de Silvio Santos está previsto para estrear em 2022.

A Locksmith Animation, em parceria com a 20th Century Studios, acaba de divulgar o trailer de Ron Bugado, lançamento cinematográfico do estúdio. A animação estrelada por Zach Galifianakis, Jack Dylan Gazer, Olivia Colman, Ed Helms e Justice Smith, apresenta a amizade entre um garoto do ensino fundamental e seu robô defeituoso, seu “Melhor Amigo fora da Caixa.

Os problemas de funcionamento do Ron, colocados contra o pano de fundo da era da mídia social, lançam a dupla em uma jornada repleta de ação, onde menino e robô aceitam a confusão de uma amizade verdadeira.

O filme é dirigido pelo veterano da Pixar Jean-Philippe Vine (story artist de Carros 3 e O Bom Dinossauro) e a cofundadora da Locksmith Sarah Smith (Operação Presente).

Trailer – Ron Bugado